Polícia Civil indiciou Igor Veloso e Kathellen Moreira pela morte de Gustavo Veloso, apontando crimes de vicaricídio, tortura e violência sexual em Palmas.
A Polícia Civil do Tocantins indiciou o advogado Igor Veloso e a madrasta Kathellen Silva pela morte do menino Gustavo Feitosa, de 3 anos, em Palmas.
No dia 2 de agosto de 2026, a criança faleceu na casa do pai. O laudo do IML descartou afogamento e constatou agressões físicas e violência sexual.
A Justiça determinou o trancamento definitivo do inquérito contra a mãe da vítima. A defesa dos indiciados declarou discordar das conclusões policiais.
Polícia conclui inquérito do caso Gustavo Veloso e indicia pai e madrasta por vicaricídio
A investigação da morte de Gustavo Veloso Feitosa, de apenas 3 anos de idade, chocou a cidade de Palmas (TO) após a criança ser encontrada morta na residência do pai em agosto de 2026. Inicialmente apresentada pelo genitor como um afogamento acidental em piscina, a versão foi descartada pelos laudos do Instituto Médico Legal (IML), que constataram múltiplas agressões físicas e violência sexual.
A apuração enquadrou o homicídio na tipificação de vicaricídio, quando a agressão ao filho busca causar sofrimento emocional à mãe, além de apontar crimes como tortura e fraude processual. Paralelamente, a Justiça determinou o trancamento definitivo de qualquer investigação contra a mãe do menino, reconhecendo sua condição de vítima.
Veja abaixo o que se sabe sobre o caso
Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
O que aconteceu no caso Gustavo Veloso?
Contudo, o laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML) descartou qualquer sinal de afogamento e revelou que a criança faleceu em decorrência de hemorragia interna provocada por traumatismos severos e violência sexual. Diante das evidências e contradições, a Polícia Civil efetuou a prisão preventiva de Igor e da madrasta Kathellen Moreira.
Quais foram os crimes atribuídos ao pai e à madrasta?
Igor Gustavo Veloso de Souza e Kathellen Moreira foram presos em Palmas — Foto: Divulgação/Instagram Delegado Eduardo Meneses
O que é o crime de vicaricídio e por que ele foi aplicado neste caso?
O que revelou o laudo pericial do IML?
O laudo do IML apontou que a morte de Gustavo ocorreu com extrema crueldade, insensibilidade e multiplicidade de lesões. Os exames periciais constataram lesões na face, traumatismo interno na cabeça e na barriga, hemorragia interna e laceração intestinal decorrente de violência sexual. A perícia técnica confirmou ainda que as lesões anais foram provocadas por inserção de objetos com a criança ainda viva, o que caracterizou o crime autônomo de tortura.
Como ocorreu a alteração da cena do crime?
A Polícia Civil identificou que a cena do crime foi intencionalmente modificada antes da chegada das autoridades. O corpo do menino foi limpo, trocado de roupa e posicionado na cama enrolado em um edredom para simular que havia falecido naturalmente durante o sono. Além disso, na manhã de segunda-feira, o casal dispensou a babá da residência antes que ela visse a criança, que a polícia acredita já estar morta desde a noite anterior. O atraso de quase 24 horas para acionar a polícia e o ocultamento de celulares também fundamentaram a acusação.
Havia histórico anterior de denúncias contra o pai?
Menino encontrado morto é velado em Palmas; polícia investiga o caso
A investigação reuniu registros de que Gustavo retornava das visitas ao pai com lesões, hematomas e arranhões desde 2024. A mãe, Sabrina Feitosa, havia gravado vídeos do filho chorando e se recusando a ir para a casa do pai afirmando “ele me bate”, além de registros em que a criança aparentava estar dopada. A mãe também possuía medida protetiva contra Igor desde 2023 por ameaças de morte e movia ação judicial pela pensão alimentícia atrasada.
Qual foi a decisão da Justiça em relação à mãe e à advogada do menino?
Sabrina Feitosa ao lado do filho Gustavo Veloso — Foto: Reprodução/Instagram de Sabrina Feitosa
O que alegam as defesas dos investigados Igor Veloso e Kathellen Moreira?
A defesa dos investigados declarou que discorda dos indiciamentos e ressaltou que a conclusão policial não representa juízo definitivo de culpa. Os advogados sustentam que os fatos e laudos periciais serão discutidos no momento processual adequado com garantia do contraditório. A defesa de Kathellen Moreira solicitou habeas corpus e prisão domiciliar alegando que ela é mãe de uma bebê de 5 meses em amamentação, mas o pedido foi negado pela Justiça em razão da gravidade dos crimes.
Ops!





