Polícia diz que já comunicou Santiago Peña, que fica detido em casa até se apresentar à Procuradoria; também há ordem contra ex-diretor do Banco Central. Ex-presidente foi acionista do Ueno Bank, que teve funcionamento suspenso por indícios de irregularidades
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Ministério Público do Paraguai ordenou nesta sexta-feira (6) a prisão do agora ex-presidente Santiago Peña, horas depois da aprovação do impeachment no Congresso que o removeu do cargo.
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De acordo com a imprensa paraguaia, que mostrou imagens de presença policial em frente à residência de Peña, o político do Partido Colorado foi informado da ordem e ficará detido em prisão domiciliar até se apresentar à Procuradoria.
Agentes que ingressaram na residência de Peña afirmaram à imprensa paraguaia na frente da residência que o ex-presidente ficará em prisão domiciliar, conforme determinava a ordem de detenção emitida minutos após a aprovação do impeachment do conservador no Senado do país. A ordem de detenção também determina prisão do ex-diretor do Banco Central, Carlos Carvallo.
A presença de policiais em frente à residência de Peña foi simultânea à chegada de seu vice, Pedro Alliana, ao Congresso do país para sessão extraordinária convocada para que Alliana fizesse seu juramento e assumisse a Presidência. Em seguida, o deputado Antonio Barrios foi aprovado pelo Congresso como novo vice-presidente.
O Senado do Paraguai aprovou por unanimidade o impeachment de Peña, nesta sexta-feira (6), ao fim de um processo tenso, marcado por embates e protestos às portas do Congresso. Após a votação, Peña foi imediatamente afastado do cargo.
Com a decisão, o líder conservador se torna o terceiro presidente paraguaio a deixar o poder antes do prazo desde o fim da ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989). Alliana, que teve pedido de impeachment rejeitado pelo Congresso na quinta, assumiu a Presidência ainda na noite desta sexta —manifestantes nas ruas do lado de fora do Congresso protestam contra o juramento de Alliana sob o argumento de que ele está envolvido no escândalo que derrubou Peña.
“O que venho prometer é concreto: os compatriotas que hoje atravessam um momento difícil em consequência de um descalabro financeiro, serão compensados plenamente”, afirmou Alliana em discurso no Congresso. Ele, contudo, não deu detalhes de como fará isso. O agora presidente também prometeu enviar rapidamente um projeto de lei para racionalização de recursos do Estado.
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