Além da família, funcionários do salão de beleza do qual Djidja Cardoso era sócia também eram integrantes da seita. Foram presas Verônica da Costa Seixas, 30, Claudiele Santos da Silva, 33, e Marlisson Vasconcelos Dantas, funcionários do estabelecimento. Eles eram, segundo as investigações, responsáveis por induzir outros colaboradores e pessoas próximas à família a se associar à seita.
O delegado Cícero Túlio diz que a seita atuava em parceria com uma clínica no bairro Redenção, em Manaus. Segundo ele, o estabelecimento oferecia ketamina e outras substâncias para a família de Djidja sem qualquer controle.
A Polícia Civil informou que está ouvindo vítimas da seita. Duas delas teriam informado que, além do abuso de substâncias e violência psicológica, a seita praticava violência física e estupro de vulnerável. O delegado afirmou que as vítimas relataram que permaneciam dopadas por dias, eram obrigadas a se manter despidas e não podiam tomar banho ou se alimentar. “Uma das vítimas relatou um aborto, quando foram realizados os mandados de busca e apreensão na residência, notamos um forte cheiro de podridão.”
A morte da matriarca da família, avó da Djidja, também está sendo investigada pela Polícia Civil. Familiares de Djidja acreditam, segundo a polícia, que Ademar Cardoso injetou ketamina na avó após a idosa de 83 anos ter caído e reclamar de dores. A Polícia Civil apura ainda a utilização de animais domésticos em rituais da seita.

O que dizem as defesas
Funcionário que estava foragido se entregou à polícia nesta sexta-feira (31). Ao UOL o advogado de Marlisson, Lenilson Ferreira, afirmou que o cliente está disposto a esclarecer os fatos para provar a sua inocência e está à disposição do Poder Judiciário e das autoridades para colaborar com as apurações. “Ele confia no trabalho da Justiça e está acredita que sua participação nas investigações será fundamental para a elucidação do caso.”


