No diálogo, Abelha, chefe do CV até então, recebe fotos de jovens sentados no chão no que parece ser uma abordagem feita pelos criminosos. Nas buscas, há informações em referência ao assassinato de rivais. “Morto 01 do Fubá [em referência ao líder de grupo rival que atuava na favela em Cascadura, subúrbio do Rio]”, escreve um dos envolvidos na ação, que recebe elogios do chefe. “Meu mn [meu mano, na gíria] representa nós”, responde Abelha, elogiando a ação.
Nas mensagens, Abelha informa ter feito o pagamento de R$ 1.000 ao suspeito de chefiar a ação e a outro comparsa dele. “Deixei mil lá pra vc e vou deixar mil para ele”, escreve o chefe do Comando Vermelho.
Suspeito de chefiar os ataques, Corolla já havia ganhado projeção na época, também assumindo a posição de chefe do tráfico na favela de Manguinhos, zona norte do Rio. Um dos principais alvos da Polícia Civil nos últimos meses, Corolla costumava buscar refúgio no Complexo da Penha, um dos principais redutos do Comando Vermelho.
A DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes) passou a monitorar o traficante nos últimos três meses. Com o monitoramento da rotina de fugas dele, os agentes conseguiram capturá-lo na última quarta-feira.

O que se sabe sobre o caso
Antes da prisão, Corolla participou de simulações reais de confrontos, dando tiros de fuzil contra pneus. Em simulação aos moldes de treinos militares, o chefe do CV aparece atirando contra obstáculos sem camisa enquanto entra em um território escoltado por um comparsa. Ele tinha nove mandados de prisão em aberto e mais de 50 anotações criminais.


