Ano de 1932 já era marcado por marchas antivarguistas em São Paulo. Em uma delas, jovens manifestantes morreram pela repressão e suas mortes desencadearam um clima de revolta que, em 9 de julho, eclodiu na guerra paulista.
Confronto opunha duas grandes forças. De um lado das trincheiras, estavam soldados e dezenas de milhares de paulistas que se alistaram como voluntários. Do outro, forças federais comandadas por Vargas e pelos “tenentes” —jovens oficiais do Exército que exerceram papel preponderante na Revolução de 30 —, segundo apuração da Folha de S.Paulo.
Elites paulistas enfatizavam em o constitucionalismo como bandeira do conflito. Essa era uma motivação relevante ao movimento, mas não a única, de acordo com estudiosos ouvidos pela Folha. Entre os outros motivos, estavam a disputa pelo poder no estado paulista, a perda de lucros com a economia cafeeira pós-Vargas, e um sentimento regionalista exacerbado.
Guerra atravessou fronteiras regionais. Foram registradas batalhas entre as tropas estaduais ou constitucionalistas e o Exército nacional nos territórios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, único estado cujos efetivos militares apoiaram os paulistas.
Conflito se converteria no episódio mais grave do ponto de vista militar da história recente do país. Morreram aproximadamente 1.000 combatentes e triunfo das tropas federais sobre os insurgentes teve ampla repercussão e interpretações divergentes nos anos seguintes.
Revolução ou golpe? A defesa da pauta pelos paulistas faz com que muitos historiadores nomeiem o levante de Revolução Constitucionalista, ao passo que outras fontes classificam o “Movimento de 32” como uma tentativa de golpe patrocinada pelas elites com adesão de diversos segmentos.


