Partido de Nunes diz que há um “simbolismo” no local em que ocorrerá a convenção. Misasi lembra que o ex-governador Mário Covas (PSDB) oficializou a candidatura à gestão estadual no mesmo espaço. O político era avô do ex-prefeito tucano Bruno Covas, morto em 2021, de quem Nunes foi vice. O atual prefeito tem reforçado a ligação com o antecessor — o PSDB, no entanto, lançou o pré-candidato José Luiz Datena à disputa municipal.
O nome do coronel Mello Araújo para vice de Nunes foi uma indicação de Bolsonaro. Durante sabatina promovida pelo UOL e pela Folha de S. Paulo, o prefeito negou que a indicação tenha gerado desconfortos. “Tantos outros fizeram indicações de uma forma democrática. Os partidos foram participando, o que culminou numa decisão unânime de apoio ao nome do coronel. Não houve imposição com relação a isso, até porque eu não aceitaria, e o presidente Bolsonaro sabe disso”, afirmou.
Nunes sobe o tom contra Boulos
O prefeito chamou Guilherme Boulos (PSOL) de “invasor”, “vagabundo” e “sem vergonha”. As falas ocorreram em evento na segunda-feira (22), que oficializou a indicação de Mello Araújo como vice na chapa do emedebista. A convenção não teve as presença de Bolsonaro e de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL. O pré-candidato psolista ainda não se manifestou.
Nunes não citou Boulos nominalmente. “Quero agradecer a cada um dos senhores por dar esse voto de confiança para que a gente possa dar continuidade ao trabalho e vencer esse invasor, esse vagabundo, esse sem vergonha”, disse o prefeito.
O prefeito também criticou indiretamente o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). Segundo Nunes, a gestão municipal foi marcada pela redução de impostos e eliminação de taxas, “diferente do que estamos vendo por aí”, disse. O MDB, porém, faz parte da base do governo Lula por meio de Simone Tebet, ministra do Planejamento.


