“Acho que precisamos ver como ficam as coisas depois das eleições”, afirmou Musk, ao reportar uma forte queda nos lucros da Tesla no segundo trimestre, devido ao impacto da queda dos preços dos veículos elétricos, enquanto a empresa gastava agressivamente na condução autônoma e outras tecnologias.
O presidente esquerdista acrescentou que não convém ao país vizinho, principal parceiro comercial do México, fabricar seus próprios veículos porque os custos de produção são altos demais.
Sua sucessora e afilhada política, Claudia Sheinbaum, que assumirá o poder em 1º de outubro, diminuiu a importância da decisão de Musk, lembrando que “desde que foi feito o anúncio (da fábrica) até agora não houve muitos avanços”.
“É preciso ver se realmente a razão é a eleição e o que Trump disse (…) ou poder chegar a ser outras razões particulares da Tesla”, disse Scheinbaum, durante coletiva de imprensa, convencida de que a margem de quem chegar à Casa Branca, o tratado de livre comércio (T-MEC) entre os Estados Unidos, Canadá e México, “vai continuar” porque favorece os três países.
A construção da fábrica, perto da cidade de Monterrey (nordeste), prevê um investimento de cinco bilhões dólares (R$ 28 bilhões, na cotação atual), mas o projeto não avançou.
López Obrador, que considera Trump seu “amigo”, não descartou que por trás do anúncio de Musk haja uma intenção especulativa.


