A aldeia isolada de Mqhekezweni, onde Mandela passou grande parte de sua infância e juventude, na província do Cabo Oriental, também entrou na lista da Unesco. Na sua autobiografia “A Long Walk to Freedom”, ele explica que ali nasceu seu ativismo político.
Os 14 lugares foram reagrupados sob o título “Direitos Humanos, Libertação e Reconciliação: locais de memória de Nelson Mandela”. Na lista, também está incluída a Universidade de Fort Hare (Cabo Oriental), onde Mandela estudou, e os Edifícios da União, situados em Pretória, capital do país, onde tomou posse como o primeiro presidente eleito pelo sufrágio universal, em 1994.
“Felicito a África do Sul pela inscrição destes locais de memória que testemunharam não só a luta contra o apartheid, mas também a contribuição de Nelson Mandela para a liberdade, os direitos e a paz”, declarou a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay.
“Vinte e cinco anos após a inscrição de Robben Island na Lista como Patrimônio Mundial da Unesco, esta nova inclusão garante que a herança da libertação da África do Sul e os valores que ela incorpora serão transmitidos às gerações futuras”, acrescentou Azoulay.
A inclusão destes lugares foi decidida durante a reunião que a Unesco realiza em Nova Délhi, onde também foi aprovada a inclusão de três locais sul-africanos importantes para a compreensão das origens da humanidade.
Situados nas províncias de Cabo Ocidental e KwaZulu-Natal, estes lugares “abrigam registros mais variados e melhores conservados sobre o desenvolvimento do comportamento humano moderno, que remontam a 162 mil anos”, segundo a Unesco.





