A Casa Branca disse que os dois países vão continuar monitorando os resultados. “Os dois líderes dividiram a perspectiva de que o resultado da eleição venezuelana representa um momento crítico para a democracia no hemisfério”, afirmou o governo norte-americano, por meio de nota.
O ex-chanceler Celso Amorim, assessor especial da Presidência, acompanhou as eleições em Caracas. Ele se encontrou com Maduro, a quem reafirmou a importância da publicação das atas para mostrar a transparência do pleito, e com o candidato oposicionista Edmundo González Urrutia, que reclamou sobre fraudes na votação.
Itamaraty também cobra atas
O Ministério das Relações Exteriores divulgou não parabenizou Nicolás Maduro. Em nota divulgada ontem (29), a pasta disse aguardar a “publicação de dados desagregados por mesa de votação”.
Eleição na Venezuela foi concluída no domingo, e autoridades do país apontaram vitória de Maduro por 51,2% dos votos. Oposição e líderes estrangeiros denunciaram fraude, e a OEA (Organização dos Estados Americanos) informou hoje que o processo teve “vícios, ilegalidades e más práticas”.
Maduro já foi proclamado presidente nesta segunda. O reconhecimento ocorreu mesmo sem a divulgação das atas da eleição.


