A líder da oposição, María Corina Machado, está se encaminhando ao local do protesto em um caminhão. Foi ela quem convocou a população para uma das grandes avenidas da cidade.
A Organização dos Estados Americanos (OEA) pediu pela paz na Venezuela antes das manifestações em meio as tensões crescentes.
“Que cada homem ou mulher venezuelanos, que for para as ruas no dia de hoje, encontre apenas um eco de paz, uma paz que reflete o espírito da coexistência democrática”, disse a OEA em comunicado na rede social X.
Segundo o CNE, Maduro teria ganhado com 52% dos votos, contra 43% atribuídos a Edmundo González Urrutia, representante de Machado, impedida de disputar a presidência. As atas de votação não foram apresentadas.
Segundo contagem paralela da oposição, González venceu Maduro com 67% dos votos, contra 30%.
“Foram múltiplos os chamados e gritos de fraude por parte desse setor da direita, radical, criminosa e violenta da Venezuela”, disse Maduro em uma coletiva de imprensa. “Eles não querem reconhecer os mecanismos nacionais e soberanos da Venezuela, apenas querem manter o show da farsa”.
A oposição afirma ter provas de fraude e apresentou um site no qual publicou cópias de 84% das atas de votação em seu poder. O chavismo afirma que os documentos são forjados.
“Precisamos continuar avançando para fazer valer a verdade. Temos as provas e o mundo já as reconhece”, afirmou Machado na X, dizendo ter passado para a clandestinidade por temer por sua vida.
Depois do anúncio, manifestações eclodiram por todo o país, deixando dezenas de mortos e de feridos, segundo ONGs, e mais de 1.000 presos, segundo o Ministério Público venezuelano.
Maduro disse que os líderes da oposição, González e María Corina Machado, “têm que estar atrás das grades” e colocou as Forças Armadas nas ruas para coibir protestos contra o governo.
Líderes da oposição da Venezuela convocam marcha para defender a democracia em Caracas — Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria


