Tabata e Marçal já colecionam desafetos, desde a pré-campanha. Em julho, ele a responsabilizou pela morte de Olionaldo Francisco, pai da parlamentar, que se suicidou quando ela tinha 18 anos e estava terminando o ensino médio e de mudança para os Estados Unidos, quando foi estudar em Harvard.
A candidata diz que defendeu a honra. “Mentiu sobre o meu pai, falou sobre o suicídio, a nossa honra a gente defende e é minha obrigação responder, como é minha obrigação defender São Paulo desse sujeito. O que seria para São Paulo ter um criminoso como prefeito?
Desde então, a morte do pai de Tabata faz parte da campanha dos dois: ela lançou uma série e contou no primeiro episódio a história de vida de Olionaldo, Marçal segue acusando Tabata de abandonar o pai. “Eu respondo, mostrando às pessoas que ele é um sujeito complexo, que foi condenado por roubar aposentadoria de idoso, investigado por homicídio, ligado a gente que é ligado ao crime organizado e agora investigado por caixa dois”, diz a candidata à Prefeitura de São Paulo.
“Não vou me dobrar para picareta de rede social”. Durante a sabatina, Tabata Amaral reforçou que continuará enfrentando Marçal nos debates. “Eu não tenho medo de quem não responde às minhas perguntas e faz piada”, diz ela.
Tabata reclamou da postura dos outros candidatos em relação a Marçal. “Os outros não têm coragem de mostrar isso. Eu queria que eles também tivessem essa coragem. Bandido a gente enfrenta e tem coragem, não faço coraçãozinho [referência a Guilherme Boulos]. Não vai ter coraçãozinho meu para bandido. Ele tem ficha grande, foi condenado, estamos sendo ameaçados por ele.
Apesar da troca de farpas com Marçal, Tabata ainda mira em Ricardo Nunes como principal opositor. “Porque tudo que vimos de ruim na educação e na saúde é resultado da má gestão dele”, continua, “não consigo ficar parada diante disso.”


