Secretário dos EUA demonstrou apoio ao opositor de Maduro. “Em vez de reconhecer sua derrota eleitoral e se preparar para uma transição pacífica na Venezuela, Maduro agora ordenou a prisão do líder democrático que o derrotou de forma esmagadora nas urnas”, publicou Brian A. Nichols, secretário de Estado assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental. “Edmundo González tem promovido a reconciliação nacional, e nos unimos à crescente lista de parceiros internacionais que condenam este mandado de prisão injustificado”.
Em um país onde não há separação de poderes, nem garantias judiciais mínimas, e onde sobram prisões arbitrárias, condenamos essas práticas ditatoriais. Nossos esforços serão firmes e contínuos para exigir que as autoridades venezuelanas garantam a vida, a integridade e a liberdade de Edmundo González Urrutia.
Países latino-americanos, em comunicado conjunto
Chega de repressão e assédio contra a oposição e a sociedade civil. A vontade do povo venezuelano deve ser respeitada.
Josep Borrell, alto representante da UE para a Política Externa
Eleições em xeque
Maduro foi proclamado reeleito pelo CNE com 52% dos votos. Mais de um mês depois, porém, o ditador ainda não publicou os detalhes da votação em cada seção porque afirma ter sofrido um “ciberataque terrorista”. Já a oposição, liderada por María Corina Machado, alega ter provas de que houve fraude e da vitória do seu candidato Edmundo González Urrutia.
Oposição diz ter vencido a eleição com 67% dos votos. O número consta nas cópias das atas de votação publicadas na internet, consideradas “forjadas” pelo regime de Maduro. O Centro Carter, um dos poucos observadores independentes que acompanharam a eleição, analisou os documentos divulgados pela oposição e confirmou a vitória de González com mais de 60% dos votos.


