Embora não tenha votado por questões administrativas, ele acredita que o governo democrata de Joe Biden se preocupou mais em ajudar os estrangeiros do que os cidadãos americanos, “às custas dos nossos impostos”, afirmou à AFP.
O colombiano Diego Chávez, 62 anos, que trabalha na manutenção de um prédio comercial em Nova York, votou no ex-presidente republicano. “Por conveniência”, disse à AFP, pois “a imigração é um problema”, além da insegurança.
Em sua casa, a mulher e a filha, estudante de jornalismo, também votaram no magnata do setor imobiliário, embora ele não tenha vencido em sua cidade natal, nem no estado. A democrata Kamala Harris ganhou com 55,8% dos votos.
A jovem garçonete Josefina (ela prefere não revelar seu sobrenome), 31 anos, de origem mexicana e nascida nos Estados Unidos, também votou em Trump. “Não é justo” que os imigrantes que chegaram durante o governo Biden “recebam tantas ajudas, apartamentos gratuitos, escola para os filhos, enquanto aqueles que estão aqui há muito mais tempo não tenham nada disso”, argumenta.
Quando assumir a Presidência, caso cumpra o prometido em sua campanha eleitoral, Trump revogará o Status de Proteção Temporária (TPS), que beneficia cubanos, haitianos, nicaraguenses e venezuelanos, e fará a “maior deportação da história dos Estados Unidos” de imigrantes sem documentos.
O republicano, que ocupou a Casa Branca de 2016 a 2021, prometeu revogar o direito de ‘jus soli’ (nacionalidade automática por nascimento), proibir a escolarização de filhos de indocumentados, separar crianças de seus pais na fronteira e desmantelar o sistema de asilo.


