Os ministérios públicos estaduais do Rio de Janeiro (MP-RJ) e do Mato Grosso do Sul (MP-MS) realizaram nesta terça-feira (2) a Operação Riqueza Sombria, para desarticular uma quadrilha especializada na lavagem de dinheiro para a facção Comando Vermelho (CV).
De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-RJ, o grupo movimentou mais de R$ 116 milhões entre os anos de 2020 a 2025.
A análise dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) usados na investigação revelaram um padrão de depósitos realizados em agências bancárias próximas a áreas dominadas pelo Comando Vermelho, especialmente na região do Complexo do Chapadão, na zona norte do Rio de Janeiro. Os beneficiários eram residentes em Sete Quedas, no Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai.
De acordo com o MP-RJ, a ligação entre o Rio de Janeiro e Sete Quedas chamou atenção porque a cidade é considerada ponto estratégico na rota de entrada de armas, cocaína e maconha no país. As movimentações ocorriam de forma fracionada, técnica conhecida como “smurfing”, utilizada para dificultar a identificação pelos sistemas de controle financeiro.





