A indicação foi publicada no Diário Oficial de Palmas nesta quarta-feira. Ana Paula atualmente é secretária executiva da Escola de Saúde Pública da Semus. Ela é servidora efetiva da Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) e já foi secretária de saúde em Araguaína.
A secretária Dhieine Caminski não foi exonerada, e diversos atos assinados por ela foram publicados no Diário Oficial.
A prisão da secretária e do superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, decorre das investigações da operação Falsa Emergência, que investiga o contrato de terceirização das UPAs por R$ 139,1 milhões. Os crimes apurados incluem associação criminosa, falsidade ideológica, corrupção e lavagem de dinheiro.
Ana Paula dos Santos Andrade Abadia — Foto: Governo do Tocantins/Reprodução
A defesa da secretária Dhieine Caminski informou que ainda não teve acesso a todo o material e não tem condições de se manifestar sobre o mérito neste momento. O advogado de Andreis Vicente afirmou que solicitou acesso aos autos do inquérito e vai se posicionar ao longo do dia.
A 1ª Vara Regional das Garantias de Palmas também determinou a prisão da empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, que teria atuado como lobista no contrato de terceirização das UPAs de Palmas.
A defesa de Cláudia afirmou que não teve acesso aos autos, mas a empresária está viajando e vai retornar para se apresentar à polícia.
A Santa Casa de Misericórdia de Itatiba informou que não está sendo investigada nesta operação e negou que Cláudia Fernanda seja representante da instituição.
A Prefeitura de Palmas, por meio da Procuradoria-Geral do Município, informou que acompanha o caso e aguarda o acesso às informações oficiais dos autos para se manifestar (veja nota completa abaixo).
Entenda a investigação
Secretária Dhieine Caminski; e o superintendente Andreis Vicente da Costa — Foto: Reprodução/Prefeitura de Palmas
A terceirização começou em março de 2026. Na ocasião, a Prefeitura anunciou um contrato de R$ 139 milhões com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba. O contrato chegou a ser suspenso pela Justiça do Tocantins, mas foi liberado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
No fim de maio, dez mandados de busca e apreensão contra servidores públicos foram cumpridos durante a operação Falsa Emergência.
Em relação a Andreis, a investigação aponta que ele teria redigido minutas de pareceres que deveriam ser técnicos, entregando-os prontos para assinatura de outros servidores, sem que houvesse debate prévio na comissão responsável.
Pesou contra ele, ainda, o fato de usufruir de um veículo de luxo (BMW/X1) locado por Cláudia Fernanda, que seria representante da entidade beneficiada pelo contrato.
Cláudia Fernanda é apontada como representante da organização social beneficiada. Sua prisão também é fundamentada na garantia da ordem pública. A Justiça considerou o risco de reiteração delitiva, uma vez que ela responde a outro inquérito policial por supostas fraudes na compra de testes de COVID-19 em Palmas.
Ela também seria a responsável por locar o veículo de luxo utilizado pelo servidor Andreis Vicente da Costa, o que reforçaria o vínculo entre os investigados e a entidade contratada.
Íntegra da nota da Prefeitura de Palmas
A Prefeitura de Palmas, por meio da Procuradoria-Geral do Município, informa que acompanha o caso e aguarda o acesso às informações oficiais dos autos para se manifestar.
A secretária de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, e o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, foram autorizados pela Justiça para serem conduzidos para o Batalhão do Comando Geral da Polícia Militar até audiência de custódia.
As ações da Secretaria de Saúde seguem normalmente, sem prejuízos à população, inclusive no atendimento das Unidades de Pronto Atendimento Sul e Norte.





