Atualmente liderada por Jordan Bardella a sigla populista de direita mantém a presença de Le Pen. No pleito europeu do primeiro fim de semana de junho, ela venceu com 31,5% dos votos, enquanto a aliança centrista encabeçada pelo partido de Macron, Renascimento (RE), ficou com 15,2%.
Nova Frente Popular contra Le Pen
Numa tentativa de travar a extrema direita, os principais partidos de esquerda – desde a mais radical França Insubmissa (LFI) aos socialistas, passando por Os Ecologistas (EELV) – se uniram numa “Nova Frente Popular”.
Entre os candidatos da coligação está o socialista François Hollande, presidente entre 2012 e 2017. Na quinta-feira, ele apoiou de forma plena a criação da Nova Frente Popular, insistindo em que é preciso ir “além das divergências”, perante o risco de um Executivo liderado pela extrema-direita.
Nesse mesmo dia, o Partido Socialista, o EELV, o LFI e o Partido Comunista Francês anunciaram que tinham alcançado seu acordo final. Para tal, tiveram que colocar de lado algumas de suas divergências quanto aos conflitos na Ucrânia e em Gaza.
Contudo a aliança já atravessa suas primeiras tensões, pois o LFI se recusou a readmitir os opositores do líder partidário Jean-Luc Mélenchon. Os membros excluídos se dizem alvo de uma “purgação” e acusam o ex-candidato presidencial de um “ajuste de contas”. Outros lamentam que o aliado de Mélenchon Adrien Quatennens se mantenha na legenda, apesar de ter sido condenado por violência doméstica em 2022.


