Se você acha que no futebol atual só há espaço para nomes e sobrenomes dignos de galãs de novela ou astros do pop, a Copa do Mundo de 2026 está aqui para mostrar que ainda há espaço para alguns apelidos inusitados. Tem jogador que carrega o nome de uma ilha brasileira, tem goleiro com apelido da infância e tem um time que decidiu homenagear o futebol brasileiro… Só que sem nenhum brasileiro escalado. O EXTRA procurou a origem de cada uma dessas alcunhas. Confira:
Lucas Paquetá
No Brasil, temos o Lucas Paquetá. O “Paquetá” não é sobrenome, mas uma referência direta ao lugar onde cresceu, a Ilha de Paquetá, bairro do Rio de Janeiro.
Lucas Paquetá, meia da seleção brasileira — Foto: Mauro Pimentel/AFP Vozinha
O goleiro Josimar Dias, um dos personagens mais carismáticos da Copa, tem o apelido “Vozinha”. A alcunha veio diretamente da infância em Cabo Verde.
— É por causa dos meus avós. Eu nunca vivi com meus pais. Quando nasci, meu pai estava no serviço militar e minha mãe tinha sempre de trabalhar para alguma coisa. Então cresci com meus avós. Na minha zona os rapazes eram muito mais velhos. Eu sempre jogava na rua, tomava muita porrada e, quando não conseguia dar o troco, ia para casa com raiva. Aí eles ficavam tirando sarro que eu estava indo reclamar com meus avós — explicou Vozinha, sobre a origem do seu apelido, em entrevista à Fifa em 2024.
Vozinha, destaque de Cabo Verde contra a Espanha — Foto: Roberto SCHMIDT / AFP Jedi
O lateral norte-americano Antonee Robinson é chamado de “Jedi”, apelido inspirado em Star Wars, desde a juventude. O nome ganhou força entre torcedores e acabou migrando para o ambiente digital. Ele usa o apelido no user do Instagram.
Antonee Robinson, dos Estados Unidos, controla a bola durante a Copa do Mundo 2026 — Foto: AMIE SQUIRE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP Sonaldo
Em outros casos, o apelido não nasce do jogador, mas do olhar externo. O sul-coreano Heung-min Son virou “Sonaldo” entre torcedores, uma comparação direta com Cristiano Ronaldo. Ao responder a um jornalista mexicano, Son disse não ser bom o suficiente para merecer o apelido de “Sonaldo”, em comparação com o atacante português Cristiano Ronaldo.
— Não acho que sou bom o suficiente para ter esse apelido, não ainda.
O atacante Son Heung-min durante o treino da Coreia do Sul antes do amistoso contra o Brasil — Foto: Divulgação / KFA Trezeguet
No Egito, Mahmoud Hassan é conhecido como “Trezeguet”, em homenagem ao ex-atacante francês David Trezeguet. Desde os nove anos de idade Mahmoud passou a atender por Trezeguet. O técnico do seu colégio que lhe deu o apelido por ver no garoto semelhanças com o craque francês tanto na aparência física como no estilo em campo, com faro de gol.
Trezeguet, jogador do Egito — Foto: Fran Santiago / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP Zizo
Já Ahmed Sayed virou “Zizo”. O meia-atacante egípcio usa o apelido que é uma abreviação egípcia para a famosa alcunha “Zizou”, dada em homenagem a Zinédine Zidane. Ele ganhou esse apelido na juventude devido à sua grande qualidade técnica, que lembrava o estilo do francês.
Ahmed Sayed, do Egito, em ação durante uma partida da Copa do Mundo 2026 — Foto: Emilee Chinn / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP Dunga
Outro nome que segue essa lógica é Nabil Emad, chamado de “Dunga” em referência ao ex-capitão da Seleção Brasileira. Nabil também é volante, nasceu em 1997 e era muito jovem quando o original se aposenteou, mas foi impactado pelo capitão do tetra.
Dunga e Zico do Egito — Foto: rep/ instagram Zico
E ainda há o caso curioso de Mostafa Zico, em eferência direta a Zico, ídolo brasileiro. O atacante tem 29 anos e nunca viu o Galinho jogar, nasceu alguns anos atrasado, mas conheceu o ídolo pela tecnologia. Até hoje, guarda no apelido uma lembrança do pai, que perdeu ainda na infância.
– Zico é meu modelo de jogador a seguir. Assisti aos vídeos dele, é o meu jogador favorito. Meu pai falava muito sobre ele, e eu assisti aos vídeos no YouTube – disse Mostafa ao ge quando ganhou fama no Brasil por defender o Pyramids justamente contra o Flamengo, na semifinal da Copa Intercontinental de Clubes.





