A investigação faz parte da Operação Sorte Falseada, da Polícia Civil, que apura a divulgação de jogos de azar on-line, conhecidos como “tigrinho”, e possíveis práticas de lavagem de dinheiro. Mandados foram cumpridos em imóveis ligados à influenciadora.
Após a operação, a investigada postou vídeos em seu perfil reserva no Instagram tranquilizando os seguidores sobre o ocorrido.
“É uma investigação, não sou condenada. [Os policiais] estiveram aqui, me trataram super bem, foram super educados comigo […] As minhas coisas sempre foram [registradas] no meu nome. Eu não tenho laranja, não tenho rabo preso com ninguém, não ocultei patrimônio. Então, não tenho o que temer”, afirmou Beth. Dinheiro, documentos e aparelhos eletrônicos foram apreendidos em operação — Foto: Hiago Muniz/Governo do Tocantins
Bens bloqueados
A Justiça autorizou a extração de dados de dispositivos eletrônicos, e o sequestro de um apartamento avaliado R$ 300 mil, além de outras propriedades vinculadas à investigada. Também foram bloqueados uma caminhonete Toyota Hilux 2024 e uma motocicleta elétrica.
O inquérito foi aberto em março de 2024, após o recebimento de denúncias anônimas sobre a divulgação das plataformas.
Durante as apurações, a polícia identificou publicações que incentivavam as apostas on-line, além de vídeos em que a investigada teria feito ameaças a pessoas que demonstravam intenção de denunciar as plataformas.
A Polícia Civil pediu a suspensão do perfil utilizado para divulgar as apostas, com preservação do conteúdo publicado.
Movimentação financeira chamou atenção
Conforme a investigação, ao longo de um ano as contas ligadas à influenciadora teriam registrado valores milionários, incompatíveis com a renda formal declarada por ela.
Os policiais verificaram indícios de fracionamento de saques em dinheiro em valores inferiores a R$ 50 mil. A mulher também teria feito uso de terceiros, empresas de fachada e contas de passagem para movimentação financeira e possível ocultação de valores.
No mesmo período, a influenciadora adquiriu um imóvel em Palmas por cerca de R$ 300 mil, pago em espécie, conforme a Polícia Civil.
Investigada tem bens sequestrados e veículos bloqueados em operação da Polícia Civil — Foto: Hiago Muniz/Governo do Tocantins
Durante o cumprimento das buscas, os policiais apreenderam cerca de R$ 8 mil em dinheiro, cédulas de dólar, cartões bancários e objetos pessoais. Segundo o delegado Wanderson Chaves de Queiroz, os elementos reunidos indicam possível ocultação de patrimônio.
“O modus operandi identificado ao longo das investigações aponta para a possível utilização de terceiros, pulverização patrimonial e movimentações incompatíveis com a renda declarada, medidas que, em tese, teriam sido empregadas para dificultar o rastreamento da origem dos valores investigados”, afirmou.
A ação contou com atuação da 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (1ª DEIC – Palmas) e apoio da 7ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Gurupi.





