Reduzir os acidentes e, principalmente, as mortes no trânsito é um compromisso cada vez maior em Araguaína. Para atingir esse objetivo, a Agência de Segurança, Transporte e Trânsito (ASTT) ampliou as ações de educação e fiscalização no primeiro semestre de 2026, período em que o município registrou redução no número de mortes em relação aos seis meses anteriores.
O número de ações educativas mais que dobrou na comparação entre os períodos. No segundo semestre de 2025, foram realizadas 54 ações, enquanto nos primeiros seis meses de 2026 foram 133, um crescimento de aproximadamente 146%. A fiscalização de trânsito também ganhou reforço, representando um aumento de 60,5% no primeiro semestre deste ano, na comparação com os seis últimos meses de 2025.
Com isso, o município registrou uma queda de quase 10% no primeiro semestre de 2026, saindo de 26 para 24 mortes na comparação entre o segundo semestre de 2025 e o primeiro semestre deste ano. “A redução é relativamente pequena, mas representa uma enorme vitória porque vínhamos de um aumento de quase 40% no número de mortes”, afirmou o presidente da ASTT de Araguaína, José da Guia.
De acordo com o relatório, entre 2024 e 2025, Araguaína registrou um aumento de 37% no número de mortes no trânsito. Em 2024, o Programa registrou 35 mortes no trânsito. Já em 2025, esse número subiu para 48. Os dados fazem parte do Programa Vida no Trânsito (PVT) e Relatório Geral da ASTT.
Ações realizadas
Entre as campanhas realizadas pela ASTT para frear o aumento está a Férias Seguras, com blitze em parceria com a Guarda Municipal (GMA) e o Departamento de Trânsito do Tocantins (Detran-TO), em locais como as saídas da cidade pela TO-222 e pela BR-153, além de pontos movimentados como o Lago Center Shopping.
Também houve várias atividades durante o Maio Amarelo. Segundo a Diretora de Educação para o Trânsito da ASTT, Diva Furtado, uma das novidades deste ano foi a realização da primeira Feira do Trânsito de Araguaína, que atraiu inclusive órgãos da capital para participação.
“Teve uma colaboração intersetorial, parcerias públicas e privadas para que acontecesse. Proporcionamos um momento de experiências, do que é dirigir sob efeito de álcool e drogas, palestras educativas, e momentos de conscientização para que fossem doadores de sangue, porque todos podemos ser vítimas de acidentes”, explicou.
Outra ação foi o encontro “Formando condutores, preservando vidas”, que levou a Educação para o Trânsito às autoescolas. Também se destacam as atividades nas escolas, com blitzen realizadas por agentes mirins do projeto Pequeno Cidadão com alunos da Escola Municipal de Tempo Integral William Castelo Branco.
Perfil dos óbitos
Entre janeiro e junho de 2026, as motocicletas estiveram envolvidas na maioria das mortes. Dos 24 óbitos registrados, 16 eram condutores de motocicleta e dois eram passageiros, totalizando 18 vítimas, ou 75% do total.
Os homens também representam a maioria das vítimas, com 18 mortes, enquanto seis eram mulheres. A faixa etária de 18 a 25 anos concentrou o maior número de óbitos, com cinco vítimas.
As colisões foram a principal natureza dos sinistros fatais, com oito mortes, seguidas por choques, com sete; quedas ao solo, com cinco; e atropelamentos, com quatro.




