Ben Rosenberger estava muito feliz com o nascimento de Archer, mas se sentia incompleto: sua esposa, Casey Gould, havia tido complicações no parto e foi posta em coma induzido por médicos de hospital em Ohio (EUA). Ela havia sofrido cardiomiopatia periparto, uma condição rara que ocorre quando o coração se enfraquece espontaneamente no estágio final da gravidez ou logo após o parto.
“Percebi que todos aqueles momentos especiais com os quais ela havia sonhado tinham sido roubados dela”, contou Ben à revista “People”.
Foi aí que Ben, de 35 anos, tomou uma decisão: nenhum parente ou amigo pegaria Archer no colo antes da esposa, não importando o tempo que demorasse.
“Eu não tinha controle sobre nada do que estava acontecendo, então controlei o que podia controlar”, explicou ele.
“Quando os médicos me entregaram um bebê perfeitamente saudável, fiquei confuso, mas logo percebi que ela é quem estava em estado crítico. A parte mais difícil de Casey estar em coma era não poder estar com a minha melhor amiga. Ouvir os médicos dizerem que não podiam me dar uma resposta concreta de que ela ficaria bem era algo que me deixava sem chão.”
Ben sequer tinha permissão para entrar no quarto dela no hospital, devido à gravidade de seu estado.
Ele permitiu que parentes e amigos conhecessem Archer, mas vetou que eles o pegassem no colo.
“Todos no hospital sabiam que eu queria que Casey fosse a primeira a segurar o filho. Ninguém contestou essa ideia. Todos foram muito compreensivos, cientes de que não havia nada de normal em tudo o que acabara de acontecer”, declarou Ben.
Archer sobre o peito de Casey ainda inconsciente (à esquerda) e depois de ela sair do coma — Foto: Reprodução/Instagram Archer sobre o peito de Casey ainda inconsciente (à esquerda) e depois de ela sair do coma — Foto: Reprodução/Instagram Quando a situação de Casey apresentou melhora, Ben perguntou a um médico se Archer poderia ser colocado sobre o peito da mãe para contato pele a pele, mesmo enquanto ela permanecia inconsciente.
“Então, quando os médicos consideraram seguro estarmos com ela, levei Archer e o coloquei sobre o peito dela para que pudessem ficar juntos, pele a pele”, relatou ele.
Dois dias depois, Casey acordou acreditando que Archer não havia sobrevivido. Só quando o marido trouxe o menino e o colocou nos braços dela (cumprindo a promessa), ela acreditou que eles agora eram três.
Casey comentou que saber o que o marido fez enquanto ela estava inconsciente mudou para sempre a forma como ela vê o casamento deles:
“No meu momento de maior vulnerabilidade, ele me protegeu. Ele nos proporcionou um vínculo, como marido e mulher e como pais, que não trocaríamos por nada.”
Ben, Casey e Archer — Foto: Reprodução/Instagram Archer nasceu em novembro de 2024, mas só recentemente a sua história se tornou conhecida do grande público. O casal vive em Maineville (Ohio, EUA).





