Projeção nacional indica crescimento de 0,37%, inferior ao de 2025 (0,39%). População das cidades varia de 857 pessoas em Serra da Saudade (MG) a 11,9 milhões em São Paulo
© Carlos Severo/ Fotos Publicas
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A população estimada do Brasil chegou a 214,2 milhões de pessoas em 1º de julho de 2026, disse o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (28).
O número de habitantes teve crescimento de 0,37% se comparado ao de 2025 (213,4 milhões), quando a variação foi levemente superior (0,39%).
As estimativas do país já estavam disponíveis desde agosto de 2024. À época, o IBGE atualizou as previsões para o total de moradores no período de 2000 a 2070. O instituto, contudo, detalha essas estatísticas a cada ano com a inclusão dos contingentes dos municípios.
O país tem 15 cidades com mais de 1 milhão de habitantes -o IBGE considera Brasília na lista. Esses locais concentram 20% da população brasileira, somando 42,9 milhões de pessoas. Apenas Guarulhos (SP) e Campinas (SP) não são capitais estaduais.
As informações são utilizadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União) no cálculo de distribuição dos recursos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e do FPE (Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal). A data de referência das estimativas é 1º de julho em cada ano.
Pesquisadores do IBGE e outros especialistas já afirmaram em diferentes ocasiões que o Brasil caminha para um crescimento cada vez menor da população devido ao cenário de mudanças demográficas. A redução do número de filhos e o envelhecimento mais acentuado são marcas desse processo.
No início dos anos 2000, a população nacional crescia mais de 1% ao ano, segundo as estimativas revisadas em 2024.
Em termos absolutos, as projeções indicam que o país teve acréscimo de 790,9 mil habitantes em 2026 na comparação com 2025. Isso equivale a cerca de dez estádios como o Maracanã lotados.
Segundo o IBGE, a população nacional deve crescer até o pico de 220,43 milhões em 2041. O instituto espera que a queda comece em 2042 e se intensifique nas décadas seguintes, levando o contingente para menos de 200 milhões em 2070 (199,2 milhões).
A redução tende a ocorrer com velocidades diferentes nas unidades da Federação. Dois estados brasileiros devem registrar em 2026 o último ano de crescimento antes da sequência de queda. São os casos de Alagoas e Rio Grande do Sul, onde a população tende a recuar já a partir de 2027.
As estimativas populacionais diferem dos números do Censo Demográfico, cuja edição mais recente é relativa a 2022.
O recenseamento é um levantamento domiciliar. Ou seja, o IBGE visita os lares brasileiros para fazer entrevistas, em uma operação que ocorre uma vez por década.
As estimativas são anuais e têm atualização a partir de dados do Censo e de outras fontes.
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