Violência Doméstica
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31/08/2026
Um espaço dedicado ao cuidado com o corpo também pode ser lugar de informação, proteção e incentivo ao autocuidado. Foi com essa proposta que o Ministério Público do Tocantins (MPTO) levou, nesta terça-feira, 25, orientações sobre prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar para mulheres que frequentam uma academia em Palmas.
A ação integra a campanha Agosto Lilás e foi realizada pela Ouvidoria e pelo Núcleo de Gênero (Nugen) do MPTO. Durante o encontro, as participantes receberam informações sobre a Lei Maria da Penha, as diferentes situações que podem caracterizar violência doméstica e familiar e, principalmente, sobre onde e como procurar ajuda e denunciar uma agressão.
A escolha de uma academia para receber a atividade também teve um propósito. Para a ouvidora Vera Nilva Álvares Rocha Lira, espaços associados ao autocuidado podem contribuir para aproximar das mulheres informações que ajudem a reconhecer situações de violência e encontrar caminhos para romper esse ciclo.
“A academia é um espaço de autocuidado, e essa consciência de cuidar de si também é importante para que a mulher consiga romper um ciclo de violência. Muitas vezes, ela não sabe como sair daquela situação, não encontra coragem ou ânimo para buscar ajuda. Por isso, precisamos levar a informação até onde essas mulheres estão”, destacou.
Informação também protegeAlém de apresentar os canais disponíveis para denúncias e pedidos de ajuda, a conversa buscou chamar a atenção para comportamentos que podem acabar sendo naturalizados dentro de um relacionamento.
Para Ana Carolina, responsável pela academia, o encontro ajudou a revelar situações que muitas vezes não são percebidas pelas próprias mulheres como sinais de violência. “Existem informações que a gente simplesmente não conhece e que podem nos ajudar. Às vezes, achamos que estamos vivendo um relacionamento normal e acabamos naturalizando algumas situações. A conversa trouxe esclarecimento e nos ajudou a olhar de outra forma tanto para os relacionamentos atuais quanto para os próximos”, afirmou.
Ela também destacou que conhecer a rede de proteção traz mais segurança para quem enfrenta ou pode vir a enfrentar uma situação de violência. “Ter consciência de que existem pessoas e instituições às quais podemos recorrer é uma forma de proteção. Não é apenas saber que o órgão existe, mas entender que ele está ali para nos proteger e que podemos procurar ajuda”, completou.
A pisicopedagoga do Nugen Leila Maria Lopes da Silva, que também participou da roda de conversa, reforçou que reconhecer a violência é um passo importante para buscar proteção, especialmente porque ela pode se manifestar de diferentes formas.
“Muitas vezes, a violência não começa com uma agressão física. Ela pode aparecer no controle, na humilhação, nas ameaças e nas violências psicológica ou patrimonial. Por isso, levar informação para espaços que fazem parte da rotina das mulheres é tão importante. Quando ela consegue reconhecer esses sinais e sabe onde buscar ajuda, fica mais preparada para romper o ciclo de violência”, destacou.
Informação mais perto das mulheresNeste Agosto Lilás, o MPTO realiza a campanha “Uma lei histórica protege, mas é a sua consciência que transforma”. Veiculada em todo o Estado, a iniciativa marca os 20 anos da Lei Maria da Penha e reforça que o enfrentamento à violência contra a mulher depende da participação de todos.
Ao realizar atividades em espaços do cotidiano, o MPTO busca aproximar a rede de proteção das mulheres e ampliar o acesso a informações que auxiliem tanto no reconhecimento da violência quanto na busca por atendimento e denúncia.
Canais de Denúncia do MPTO
Disque 127: de segunda a sexta-feira, das 09h às 12h e das 14h às 18h.Ouvidoria da Mulher: (63) 3216-7586.WhatsApp do MPTO: (63) 99100-2720.E-mail: ouvidoria@mpto.mp.br.Site oficial: www.mpto.mp.br Notícias Relacionadas Leia mais





