Erros individuais minam time de Fernando Diniz, e título da Copa do Brasil é de Memphis & cia.
O goleiro Léo Jardim, do Vasco, lamenta o gol de Memphis Depay, do Corinthians, na final da Copa do Brasil — Foto: Pablo PORCIUNCULA / AFP O Corinthians conquistou mais uma Copa do Brasil, sua quarta e a terceira do técnico Dorival Júnior nos últimos quatro anos. Título justo pelo que o Vasco de Fernando Diniz produziu num Maracanã lotado por 67.111 espectadores. Ou, na verdade, pelo que o time vascaíno não conseguiu. O esquema com três volantes armado por Dorival, povoando o campo de defesa e saindo em bolas longas, dificultou a compactação do cruz-maltino, que foi castigado por erros individuais diante de uma dupla letal: Yuri Alberto e Memphis Depay, por coincidência, os autores dos gols.
É evidente que ficam a frustração e a profunda tristeza pelo fato de o Vasco ter chegado tão perto de pôr fim ao jejum de 14 anos sem festejar uma conquista nacional. Mas o futebol não tem o hábito de premiar o desejo. O cruz-maltino lutou, teve mais posse, finalizou mais, mas não foi eficaz. E em partidas decisivas prevalece o que brota da mistura entre a eficiência e a eficácia. O Corinthians se valeu disso para fazer 2 a 1, levar o troféu, o prêmio que ultrapassa os R$ 77 milhões e o direito de participar da Libertadores do ano que vem — já na fase de grupos.
Com o elenco desgastado e a equipe mutilada por contusões graves e de recuperação longa, o Vasco chegou aonde foi possível. E, em que pese a dor por ver idosos, jovens e crianças deixando o estádio cabisbaixos, foi legal ver a torcida, ou parte do que restou no Maracanã, aplaudir os jogadores que receberam as medalhas pelo vice-campeonato. Eles fizeram o possível. O futebol não valoriza os perdedores, mas, neste caso, percebi orgulho do vascaíno por ter visto um time competindo por título. Com mais investimento e reforços de boa qualidade, esta página será virada.
Já não sobra muito tempo para lamentações. O calendário de 2026 se inicia em um mês, com a primeira rodada do Estadual, sete dias antes da abertura da Série A do Brasileiro. O clube reaparecerá com uniforme assinado pela Nike e novo patrocinador master, ainda não divulgado. As negociações para venda do potencial construtivo de São Januário, ao que se sabe, não evoluíram. E é possível, inclusive, que a reforma da Colina sofra novo atraso. Mas este deve ser tema para um outro momento. A torcida fez linda festa, lotou o estádio do povo, mas a comemoração foi corintiana — de novo, como em 2000. E o Vasco segue sua cruz.
Mais recente Próxima Nos 25 anos da “virada do século”, a lembrança do clichê que reforça crença do Vasco para a conquista da Copa do Brasil


