Antes da aprovação conjunta em medicina, filha ficou apreensiva e questionou: ‘E se minha mãe passar e eu não?’
Durante o processo seletivo, com a filha Beatriz Almeida concorrendo por meio da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a possibilidade de apenas uma ser aprovada gerou ansiedade na família.
A fonoaudióloga Adriana Coelho de Almeida Dias, de 46 anos, e a filha, Beatriz Almeida Dias, de 18, planejavam ingressar juntas na graduação de medicina.
No entanto, a jovem temia que apenas a mãe fosse aprovada.
O receio, no entanto, deu lugar à comemoração em dobro. Além de ingressarem juntas na graduação, mãe e filha conseguiram realizar o sonho sem precisar deixar a cidade onde moram.
A fonoaudióloga Adriana Dias e a filha Breatriz Dias foram aprovadas em medicina ao mesmo tempo — Foto: Arquivo Pessoal/Adriana Dias
A aprovação em medicina de mãe e filha, em Araguaína, na região norte do Tocantins, foi marcada por momentos de ansiedade na família. A fonoaudióloga Adriana Coelho de Almeida Dias, de 46 anos, e a filha, Beatriz Almeida Dias, de 18, planejavam ingressar juntas na graduação. No entanto, a jovem temia que apenas a mãe fosse aprovada.
Durante o processo seletivo, com Beatriz concorrendo por meio da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a possibilidade de apenas uma conquistar a vaga gerou apreensão. Adriana contou que a filha ficou nervosa com o resultado. “A Beatriz ficou nervosa. Ela pensava: ‘Meu Deus, se minha mãe passar e eu não, como vai ser?’”
O receio, no entanto, deu lugar à comemoração em dobro. Além de ingressarem juntas na graduação, mãe e filha conseguiram realizar o sonho sem precisar deixar a cidade onde moram. “Foi o resultado que ela sempre sonhou. E cursar aqui na nossa cidade, fazendo faculdade em casa, também é um privilégio”, disse Adriana.
A mãe chegou esperar por um longo período para realizar o sonho. Ela contou ao g1 que o projeto foi adiado para cuidar das filhas, mas nunca se afastou dos estudos. A aprovação veio em 2025.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Atualmente, dividindo a mesma sala de aula, as duas vivem momentos diferentes da vida, mas compartilham o mesmo objetivo profissional. Para Beatriz, o curso representa a oportunidade de exercer uma escuta mais atenta e empática. “Quero que o paciente procure meu consultório em busca de acolhimento, não apenas de tratamento”, afirmou a estudante.
Adriana vê a nova graduação como uma forma de ampliar o cuidado que sempre exerceu na fonoaudiologia. Ao olhar para trás, ela resume a trajetória com a certeza de que o esforço e a espera fizeram parte do caminho. “Se eu pudesse falar com a Adriana do passado, diria: ‘Continue. Sua hora vai chegar’”, concluiu.
Ops!





