Cemaden prevê piora das condições hidrológicas e ausência de recuperação dos níveis dos rios até julho. Oeste do Tocantins concentra áreas com seca moderada e severa.
A bacia dos rios Tocantins e Araguaia enfrenta seca severa a extrema que pode comprometer a geração de energia. O diagnóstico crítico consta em boletim de maio de 2026.
Segundo o Cemaden, apenas a região da usina de Serra da Mesa registra seca moderada. O oeste do Tocantins também apresenta concentração do fenômeno.
As previsões para junho e julho indicam que a seca deve evoluir para extrema. As vazões continuarão muito abaixo da média climatológica, sem sinais de recuperação rápida.
Local de encontro das águas dos rios Tocantins e Araguaia — Foto: Divulgação/Secretaria de Meio Ambiente de Esperantina
A bacia dos rios Tocantins e Araguaia enfrenta um cenário de seca que pode comprometer a geração de energia. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a situação é considerada crítica e pode piorar ao longo dos próximos meses.
A informação foi divulgada pelo órgão no Boletim Mensal de Impactos, referente a maio de 2026. O documento também traz uma projeção para os meses de junho e julho.
Conforme o estudo, apenas em um trecho do Rio Tocantins em Goiás, na região da Usina Hidrelétrica (UHE) Serra da Mesa, na bacia do Alto do Tocantins, a situação é menos grave, classificada como seca moderada.
O levantamento também destaca que áreas do oeste do Tocantins estão entre as regiões do país com concentração de seca moderada e severa.
O g1 questionou ao Governo do Estado se há monitoramento dessas áreas e quais medidas estão sendo adotadas para mitigar os impactos da seca, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
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Outro indicador analisado pelo Cemaden, o Índice de Seca Bivariado Precipitação-Vazão (TSI), aponta que as condições hidrológicas podem piorar. A expectativa é que a seca evolua de severa para extrema ao longo de junho.
Se confirmado, o cenário coloca a bacia Tocantins–Araguaia entre as mais preocupantes do Brasil, ao lado de sistemas importantes do Sudeste, especialmente pelo impacto sobre a geração de energia.
A previsão de vazões para julho feita pelo Cemaden mostra que os rios da bacia devem continuar com níveis muito abaixo da média climatológica, sem sinal de recuperação no curto prazo.
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