Pedreira no sul do TO impressiona por lago e áreas de extração de calcário vistas do alto; VÍDEO
Pedreira de calcário fica na fazenda Morro Azul, na região sul do Tocantins. Extração é feita a céu aberto, e o material pode ser usado na fabricação de cimento e correção da acidez do solo.
Imagens de drone registraram as dimensões de uma pedreira de calcário na fazenda Morro Azul, em Formoso do Araguaia, no Tocantins.
O geólogo Sanclever Peixoto explicou que o lago local é formado pelo buraco escavado no solo durante a extração a céu aberto.
A rocha serve para corrigir a acidez do solo e fabricar cimento. A extração exige licenças concedidas pelo Naturatins.
Com dimensão impressionante, pedreira de calcário é destaque em Formoso do Araguaia
Entre terra e vegetação, o branco do calcário chama atenção em uma pedreira em Formoso do Araguaia, região sul do Tocantins. As imagens são da fazenda Morro Azul, que fica próxima à rodovia TO-070. A área faz parte da Mineração Rio Formoso, fundada em 1975. O local é uma das maiores jazidas de calcário do estado.
As imagens foram registradas pela página Formoso Alerta. No vídeo, gravado por um drone, é possível ver toda a pedreira, um lago que se formou na região, as áreas de extração e caminhos formados para o transporte do calcário.
Imagens mostram a extensão da área de extração e os detalhes da atividade no município — Foto: Reprodução/Formoso Alerta
Ao g1, o geólogo Sanclever Peixoto explicou que o lago é formado pelo buraco escavado no solo durante o processo de lavra.
“Antes tinha vegetação em cima [da pedreira], foi decapado e iniciou a lavra. Essa parte do lago, dessa lagoa que formou, é justamente uma antiga cava. Quando você tira o calcário, ele passa a ter uma cota negativa, então a própria água da chuva, a água do lençol freático, sobe e forma esse lago”, disse. Estrutura chama atenção pelas grandes dimensões — Foto: Reprodução/Formoso Alerta
🔎 O que é calcário? Calcário é uma rocha sedimentar de origem química. Segundo o geólogo, os carbonatos estavam na água, solubilizados na forma de íons. Depois, esse material precipitou, decantou e solidificou, formando a rocha: o carbonato de cálcio e magnésio.
A extração é feita a céu aberto, pois o calcário costuma ser encontrado na superfície. Em alguns casos, é necessário cavar para retirar a rocha abaixo da cota do terreno. Sanclever explica que esse material pode ser usado na correção da acidez do solo e na fabricação de cimento.
“O calcário ele tem duas principais aplicações. A primeira, corretivo de solo, que é o calcário dolomítico. E o outro tipo é o calcário calcítico, utilizado para fabricação de cimento. Um exemplo desses depósitos para a fabricação de cimento é o que tem em Xambioá. Lá no mesmo depósito, tem tanto calcário calcítico como dolomítico. Então, os dois são utilizados para a fabricação do cimento, mas o dolomítico, a maior parte dele é consumida ou é vendida para corretivo de solo”. Para fazer a extração do calcário, são necessárias licenças prévias de instalação e de operação, que são concedidas pelo Instituto de Natureza do Tocantins (Naturatins).
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