‘Muitas pessoas desacreditam’, afirma aluna de escola pública aprovada em seis universidades de medicina
Gabrielly Alves Lima conquistou vagas em instituições de diferentes estados e decidiu permanecer no Tocantins, perto da família. Ela escolheu cursar a graduação na UFT.
A estudante de escola pública Gabrielly Alves Lima, de 19 anos, foi aprovada em medicina em seis universidades. Ela escolheu cursar a graduação na UFT.
Gabrielly relatou sentir a diferença de qualidade entre as redes pública e privada durante a preparação e também na graduação.
Para superar barreiras, a jovem contou com o apoio dos pais. Ela decidiu estudar no Tocantins para não se afastar e manter os laços de sua família.
Jovem superou desigualdades de base escolar com apoio da família e rotina focada em exatas — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal de Gabrielly Alves
Aos 19 anos, a estudante da rede pública Gabrielly Alves Lima acumulou aprovações em medicina em seis universidades. Apesar de ter conquistado vagas em instituições públicas dentro e fora do Tocantins, ela escolheu cursar a graduação na Universidade Federal do Tocantins (UFT). Segundo a jovem, a decisão foi tomada para não se afastar da família.
“Muitas pessoas desacreditam das minhas aprovações ou até mesmo me acham maluca por ter escolhido a UFT. Mas a minha escolha foi pensando muito na minha família, não quis ficar longe dela”, ressaltou. A lista de aprovações da estudante reúne instituições de destaque. Além da própria UFT, Gabrielly foi classificada na Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), na Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), na Universidade Estadual Paulista (Unesp) e na Universidade de Gurupi (UnirG), onde foi aprovada em múltiplos processos seletivos entre 2024 e 2026.
Atualmente Gabrielly cursa o segundo período na UFT, em Palmas. Enquanto se preparava para as provas, a estudante sentiu o impacto da diferença entre as redes pública e privada. “Pessoas que tiveram uma base de ensino com mais qualidade destoam muito de quem estudou em escola pública”, comentou.
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Segundo Gabrielly, essa disparidade na qualidade do ensino entre escolas públicas e particulares também é percebida na graduação.
“Dentro da própria universidade, é perceptível que os alunos de escolas particulares têm uma base melhor na maioria dos assuntos, principalmente em exatas, e que os alunos de escola pública apresentam dificuldades em relação à precariedade do ensino que tiveram, o que precisou ser compensado nos cursinhos”, contou a estudante. Para superar essas barreiras sem comprometer a saúde mental, a estudante precisou do suporte dos pais, que foi decisivo para manter a estabilidade emocional e o foco na preparação.
“Minha família sempre me apoiou muito. Meus pais sempre foram muito trabalhadores e fizeram questão de priorizar a minha educação. Sem eles, o meu processo teria sido muito mais difícil.”
Foi justamente esse suporte que pesou na escolha da universidade. Ficar perto dos pais, mesmo após conquistar aprovação em universidades concorridas como a Unesp e a UFU, foi uma decisão pensada para manter firmes os laços familiares.
Estudante nas primeiras etapas da formação clínica ao aprender a aferir pressão no curso — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal de Gabrielly Alves
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