Os pontos de distribuição de água foram instalados em áreas estratégicas e de fácil acesso para atender a população de diferentes regiões da cidade. As estruturas estão instaladas nos seguintes locais:
Setor Oeste: Unidade Básica de Saúde Araci Aires Parente;Setor Pouso Alegre: Complexo Poliesportivo Ademir Rêgo;Centro: Praça da Bíblia, ao lado da Prefeitura. Segundo a Prefeitura de Paraíso do Tocantins, a distribuição contínua busca minimizar o deslocamento e facilitar o transporte de água até as residências. A água disponibilizada à população é captada diretamente de um poço artesiano e passa por tratamento antes de ser transportada. Todo o processo é realizado sem utilizar a rede de tubulações convencional do município.
Ainda conforme a prefeitura, as equipes municipais acompanham o volume consumido e a frequência das reposições nos reservatórios. A gestão informou ainda que manterá a estrutura ativa enquanto persistirem os impactos da crise hídrica.
A BRK disse que mantém o plano de contingência e as medidas operacionais necessárias para reduzir os impactos da estiagem sobre o abastecimento. (Veja a nota na íntegra mais abaixo)
Morador instalou torneira para ajudar vizinhos
Moradores de Paraíso do Tocantins fazem fila para encherem baldes de água fornecida pelo servidor público — Foto: Daniel Martins/Arquivo pessoal
Decisão da Justiça
A Justiça determinou que a BRK Ambiental adote medidas emergenciais para garantir o fornecimento de água à população de Paraíso. A decisão liminar foi proferida nesta segunda-feira (19) pela 1ª Vara Cível do município, após ação civil pública apresentada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO).
A BRK deverá apresentar o plano de contingência para enfrentar períodos de estiagem ou informar formalmente a inexistência do documento. Além disso, a concessionária deverá implantar um plano emergencial, divulgar relatórios periódicos sobre o sistema e publicar diariamente informações atualizadas sobre a situação do abastecimento e os horários de rodízio.
Em caso de descumprimento das determinações, a empresa poderá ser multada em R$ 1 mil por dia, limitada ao valor de R$ 50 mil.
O g1 procurou a BRK Ambiental, empresa responsável pelo abastecimento de água, para pedir um posicionamento sobre a instauração do inquérito policial, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Íntegra da nota da BRK Ambiental
A BRK esclarece que a água distribuída pela concessionária em Paraíso do Tocantins atende a todos os padrões de potabilidade exigidos pelo Ministério da Saúde. A empresa realiza monitoramento contínuo, com análises que atestam a qualidade da água fornecida à população.
O cenário de estiagem prolongada e a redução expressiva do nível do Rio do Coco exigiram a adoção de medidas preventivas para reforçar o abastecimento, incluindo a utilização de outras fontes de captação, como o Córrego da Cachorra, a Barragem Pernada e o Parque das Águas, além da ativação de nove poços. Essas mudanças exigem cuidados adicionais e ajustes operacionais no tratamento, incluindo adequações na dosagem de produtos necessários para assegurar a qualidade da água.
Em função dessas adaptações, podem ocorrer alterações na percepção de odor da água em relação ao que os moradores estão habituados. Essa percepção, isoladamente, não determina a potabilidade da água, que é verificada por meio de análises técnicas e do monitoramento dos parâmetros de qualidade previstos na legislação.
A BRK orienta que os moradores entrem em contato com a empresa caso percebam alterações no aspecto, no cheiro ou no gosto da água, para que a situação possa ser avaliada.
A empresa reforça, ainda, a importância de consumir água de procedência segura, cuja potabilidade seja conhecida e comprovada, evitando o consumo de água proveniente de fontes alternativas sem o devido controle de qualidade.
A BRK mantém seu plano de contingência e as medidas operacionais necessárias para minimizar os impactos da estiagem no abastecimento. Essas ações serão mantidas enquanto as condições de captação exigirem, até que a recuperação dos níveis do Rio do Coco permita o retorno a condições mais favoráveis.





