A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou, nesta quinta-feira (13), as restrições ao acesso à pílula abortiva, uma derrota aos conservadores contrários ao direito ao aborto. O presidente Joe Biden, no entanto, ressaltou que o direito continua ameaçado.
Em julgamento unânime, os nove juízes do tribunal de maioria conservadora negaram o “interesse em agir”, condição para a ação judicial, dos demandantes – associações de médicos ou profissionais contrários ao aborto que não prescrevem a pílula mifepristona, utilizada na maioria dos abortos no país. Assim, a decisão do recurso foi anulada.
Um tribunal de recurso, composto por juízes ultraconservadores, restabeleceu em 2023 várias das restrições ao acesso ao mifepristona, revogadas pela Agência Americana de Medicamentos (FDA), desde 2016.

