As negociações para a formação de um novo governo na França continuam, mas com a Assembleia Nacional dos deputados fatiada em três grandes blocos – de esquerda, centro e direita – e ainda dentro deles sérias divisões, o cenário segue emaranhado. Caso as forças políticas não façam concessões, a avaliação predominante é de um país ingovernável.
Em sua manchete, o site do Le Monde dizia na manhã desta terça-feira (9) que o” presidente Emmanuel Macron busca uma coalizão de governo impossível”. “A ausência de maioria no plenário torna a equação ainda mais complexa do que antes da dissolução”, constata o jornal. O bloco do presidente já está dividido entre partidários de um acordo com a esquerda e outros com a direita.
Os líderes da Nova Frente Popular de esquerda, coligação de socialistas, ecologistas, comunistas e deputados da França Insubmissa, vencedores do segundo turno das legislativas, seguem negociando a portas fechadas e garantem que irão indicar até o fim da semana o nome de um potencial primeiro-ministro.

