Num dos países mais desiguais do planeta, a maioria negra e feminina jamais seria tão subrepresentada no Congresso. Mas a política reduziu-se a um conjunto de estratagemas urdidos para que, na caçapa das ilusões, desapareçam os pretos, as mulheres e os seus eleitores naturais, também conhecidos como a maioria.
Anistias como a que a Câmara aprovou na noite passada fazem com que o brasileiro vá às urnas como se cada eleição fosse uma decisão com a bola sete. Num jogo contra os donos da mesa, com regras e tacos da casa, a maioria é encaçapada três vezes. O resultado é a eternização de um Legislativo branquelo, machista e corrupto.


