Tanto as Nações Unidas como grupos de direitos humanos instaram os deputados a rejeitar o projeto.
“Considero o projeto de lei rejeitado e o processo legislativo esgotado”, declarou Fabakary Tombong Jatta, presidente da Assembleia Nacional.
O projeto de lei, intitulado “Lei (Emenda) das Mulheres de 2024” foi apresentado no Parlamento em março e dividiu profundamente a opinião pública no país de maioria muçulmana.
O texto, apresentado pelo deputado Almameh Gibba, afirma que a “circuncisão feminina” é uma prática cultural e religiosa profundamente enraizada.
Ativistas e grupos internacionais de direitos humanos afirmam que a prática, que envolve a ressecção total ou parcial dos órgãos genitais externos femininos, viola os direitos humanos de mulheres e meninas.
A mutilação genital feminina pode causar graves problemas de saúde, incluindo infecções, hemorragias, infertilidade e complicações durante o parto.


