“Temos o Messi que, quando achamos que vai render menos devido à idade, continua a avançar e cada vez melhor. Hoje [domingo], tivemos o azar de ele sair por uma lesão, mas, mesmo sem ele, marcamos um gol e somos campões. Isso me emociona”, desabafa.
Enquanto isso, os brasileiros em Buenos Aires preferem não acreditar na futurologia argentina. “Eu acho que essa superstição argentina é uma invenção deles, porque na próxima Copa do Mundo o Messi não vai estar tão bem e o Brasil vai chegar muito forte com Endrick, com Estevão e com Rodrygo. Eu acho que, nos Estados Unidos, o Brasil vai sair campeão do mundo”, profetiza esperançoso o publicitário Matheus Jaeger.
Confrontos com a Polícia
Após o jogo, mesmo durante uma madrugada congelante, milhares de torcedores comemoraram no Obelisco da avenida 9 de Julho, ponto nevrálgico da cidade e lugar de referência para a concentração popular depois de cada vitória.
Às 4h20, a polícia local decidiu liberar o trânsito na avenida, mas um grupo minoritário ofereceu resistência e atirou garrafas, paus e pedras. Os policiais atacaram com dois carros hidrantes que molhavam os torcedores com uma temperatura já próxima dos 5?°C. Sete pessoas ficaram feridas, sendo duas por armas de fogo (incluindo um policial); duas por armas brancas. Mais cedo, no começo do jogo, na mesma zona do Obelisco, um torcedor subiu no alto de uma estrutura, perdeu o equilíbrio e morreu na hora ao cair no chão.
Além de tornar-se bicampeã da Copa América, a Argentina superou o Uruguai como o país que mais vezes levantou a taça continental: foram 16 vezes para os argentinos contra 15 para o Uruguai. O Brasil detém nove títulos no campeonato.


