Segundo a agência de notícias Reuters, nesta quarta, o Hamas confirmou que ficará de fora das negociações, mas pode se encontrar com os mediadores depois. Netanyahu confirmou que Israel vai participar do encontro.
O gabinete do primeiro-ministro israelense detalhou, também nesta terça, suas condições para uma trégua, incluindo “um veto a alguns prisioneiros” libertados de suas prisões.
Militares de Israel na Faixa de Gaza nesta quarta-feira (14) — Foto: Israeli Army / AFP
Cessar-fogo pode evitar guerra maior na região
Nesta terça, mesmo com a pressão internacional, o Irã recusou-se a abandonar as ameaças contra Israel. Teerã “está determinado a defender a sua soberania”, declarou Naser Kanani, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano.
Amos Hochstein, emissário do presidente americano, Joe Biden, para lidar com o conflito, visitou Beirute nesta quarta-feira, onde alertou para a necessidade urgente de se chegar a um cessar-fogo em Gaza:
“Não há mais tempo a perder”.
Encontro de Amos Hochstein, enviado dos EUA para negociações de cessar-fogo, com o primeiro-ministro do Líbano — Foto: ANWAR AMRO / AFP
Em post nesta quarta-feira (14), o presidente israelense, Isaac Herzog, afirma que o país permanece em “alerta máximo” e agradeceu os aliados, especialmente Joe Biden, pelo apoio no conflito:
“Enquanto as nossas forças de segurança estão em alerta máximo, desejo expressar minha gratidão e apreço aos nossos aliados, que estão conosco numa frente unida contra as ameaças odiosas do regime iraniano e dos seus afiliados terroristas. Gostaria de agradecer especialmente neste momento ao Presidente dos Estados Unidos e à liderança americana pelo seu firme compromisso – em palavras e atos – com a segurança do Estado de Israel. Juntos, estamos lado a lado na defesa do mundo livre”.
Diante da ameaça de um ataque iraniano, o Museu de Arte de Tel Aviv anunciou que colocou em um cofre subterrâneo as suas obras mais importantes, incluindo pinturas de Pablo Picasso e Gustav Klimt.


