Nove integrantes de uma organização criminosa especializada em furtos eletrônicos e ocultação de bens foram denunciados pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado por fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
Investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPTO apurou que o grupo causou um prejuízo de de mais de R$296 mil a uma moradora da capital. As ações criminosas ocorreram em agosto de 2024, quando os investigados utilizaram recursos tecnológicos para enganar a vítima e esvaziar suas contas bancárias.
Segundo a denúncia, os envolvidos aplicaram o chamado “Golpe da Falsa Central”. Utilizando programas de computador que mascaravam o número de telefone de origem, eles simulavam uma ligação do canal oficial de atendimento do banco da vítima. Na abordagem, informavam falsas movimentações suspeitas e induziam a pessoa a realizar procedimentos no próprio aplicativo bancário.
A vítima acreditava estar efetuando o cancelamento e o estorno de operações ilícitas, mas na verdade transferia valores diretamente para a rede de criminosos. Além de sete transferências diretas, o grupo contratou três empréstimos pessoais em nome da vítima e realizou sete compras no cartão de crédito em um intervalo de apenas duas horas.
Estrutura da organização
Segundo o Gaeco a estrutura era dividida em executores, operadores financeiros e intermediários encarregados de ceder contas bancárias, conhecidos como laranjas. Após a captação do dinheiro, os operadores financeiros promoviam repasses rápidos e fracionados entre diversas contas, mecanismo denominado pelo próprio grupo como “puladas”. A estratégia visava distanciar o montante de sua origem ilícita e inviabilizar o bloqueio pelas instituições financeiras antes que os saques fossem efetuados.
Na denúncia, o MPTO requereu a reparação dos prejuízos suportados pela vítima, com acréscimo de juros e correção monetária. O órgão também pediu a perda de todos os bens, valores e moedas digitais apreendidos ou bloqueados ao longo das investigações em favor do Estado.





