Dois cenários:
A mais recente pesquisa do instituto RealTime Big Data para o Governo do Tocantins revela um cenário de forte movimentação entre os principais pré-candidatos ao Palácio Araguaia. Embora a senadora Dorinha Seabra permaneça na liderança, os números mostram um avanço significativo de seus principais adversários nos últimos meses.
Cenário 2
O destaque do levantamento é o crescimento do deputado federal Vicentinho Júnior, que saltou de 12% para 25% das intenções de voto em comparação ao levantamento realizado em março. O avanço de 13 pontos percentuais representa mais que o dobro do desempenho anterior, consolidando-o como uma das forças emergentes da corrida eleitoral.
Outro nome que apresentou evolução foi o vice-governador Laurez Moreira. Ele saiu de 18% para 22%, registrando crescimento de quatro pontos percentuais e mantendo-se competitivo na disputa.
Com os números atuais, Vicentinho aparece com 25% e Laurez com 22%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados na disputa pela segunda colocação. Isso significa que, estatisticamente, não é possível afirmar quem ocupa isoladamente o posto de principal adversário de Dorinha neste momento.
A liderança segue com Dorinha, mas a diferença para os concorrentes diminuiu em relação aos levantamentos anteriores. O cenário reforça a avaliação de que a disputa pelo Governo do Tocantins permanece aberta e poderá sofrer mudanças importantes até o período eleitoral.
RESUMO DA PESQUISA
• Dorinha Seabra: 35%
• Vicentinho Júnior: 25%
• Laurez Moreira: 22%
Crescimento desde março:
• Vicentinho: +13 pontos
• Laurez: +4 pontos
• Dorinha: manteve o mesmo percentual
Cenário 1
No Cenário 1, que considera um maior número de possíveis candidatos na disputa, a deputada federal Professora Dorinha aparece com 33% das intenções de voto, seguida por Vicentinho Júnior com 23%, Laurez Moreira com 17% e Kátia Abreu com 12%.
Por que os números mudam?
Especialistas explicam que esse tipo de levantamento é comum em pesquisas eleitorais. Quando determinados candidatos deixam de aparecer na lista apresentada aos entrevistados, os eleitores que anteriormente optavam por esses nomes precisam escolher entre as opções restantes. Com isso, ocorre uma redistribuição dos votos.
É justamente esse movimento que explica o crescimento de alguns pré-candidatos no segundo cenário. Parte do eleitorado que estava dividido entre mais opções passa a se concentrar nos nomes que permanecem na disputa simulada.
O que os cenários indicam?
Mais do que apontar quem lidera a corrida eleitoral, os cenários ajudam a medir o potencial de crescimento de cada candidato diante de possíveis alianças, desistências ou mudanças no quadro político até a eleição.





