Nesta quinta-feira (19), o alpinista Thomas P. vai a julgamento na Áustria após ser acusado de homicídio culposo por negligência grave pela morte de Kerstin G., na montanha de Grossglockner. O caso aconteceu há mais de um ano e a mulher teria morrido congelada após ter sido, supostamente, deixada no local.
Thomas é acusado de ter deixado Kerstin desprotegida e exausta perto do cume, em condições climáticas adversas, nas primeiras horas da manhã de 19 de janeiro de 2025. A tragédia ocorreu depois que o casal escalou a montanha de 3.798 metros.
Segundo a revista ‘People’, a promotoria alega que, por ser o alpinista mais experiente, o homem “o guia responsável pela excursão” e não voltou atrás nem pediu ajuda a tempo de socorrer a namorada. Thomas é acusado de cometer erros desde o início e os promotores apontaram uma série equívocos que ele teria cometido, destacando que ele tentou a viagem mesmo que sua namorada “nunca tivesse feito uma excursão alpina dessa duração, dificuldade e altitude, além de haver condições invernais desafiadoras”. Os investigadores também alegam que ele saiu duas horas atrasado e não levou “equipamento de emergência suficiente para um acampamento”.
Thomas nega as acusações e seu advogado, Karl Jelinek, descreveu a morte da mulher como “um acidente trágico”. “Ambos se consideravam suficientemente experientes, adequadamente preparados e bem equipados”, disse ele. Ambos tinham “experiência alpina relevante” e estavam “em ótimas condições físicas”, disse a defesa.
Registros fotográficos da montanham mostram o momento em que o casal se aproxima do cume, por volta das 20h50 do dia 18 de janeiro. O homem relatou que os dois estavam bem durante a subida e que não tiveram problemas, com o advogado de defesa enfatizando que a situação mudou drasticamente em poucos instantes e a mulher teria começado a se sentir mal. Às 00h35 do dia 19 de janeiro, Thomas ligou para a polícia de montanha.
O homem teria deixado a namorada para buscar ajuda, escalando o cume e descendo pelo outro lado. Os promotores dizem que ele a deixou às 2h da manhã e afirmam que ele não usou cobertores térmicos de alumínio ou outros equipamentos para protegê-la do frio e esperou até as 3h30 da manhã antes de notificar os serviços de emergência.
O acusado diz que ele está “profundamente arrependido” pela morte da mulher. “Acima de tudo, ele gostaria de expressar suas sinceras condolências à família da falecida”, disse Jelinek.
Se considerado culpado, Thomas P pode pegar até três anos de prisão. E um veredito de culpado também pode ter implicações para outros alpinistas e para a responsabilidade que eles poderão ter por seus companheiros no futuro.
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Notícias ao Minuto | 05:15 – 18/02/2026


