Ainda tentou reduzir a importância da deputada de forma machista, chamando-a de “adolescente”, sugeriu que Guilherme Boulos (PSOL) seria usuário de drogas (“comedor de açúcar”) e disse que Ricardo Nunes governa uma “cidade merda”, ou seja, a nossa.
Tabata bombardeou o adversário com um pacote de fatos, o contrário do que fez Marçal com ela.
Ele havia mentido, em uma entrevista à revista Isto É, em julho, que a deputada abandonou o próprio pai no Brasil para ir estudar nos Estados Unidos e, com isso, ele cometeu suicídio. Contudo, ela não estava fora do país quando ele, dependente de crack e alcoólatra, tirou a própria vida.
Alguns dias depois, questionado sobre a mentira em entrevista ao UOL, ele voltou a responsabilizá-la ela, mas também a família dela, pela morte do pai. “A família é responsável pelos seus. É papel de todo ser humano cuidar dos seus pais. Ninguém se mata do nada, ninguém entra no vício do nada”, disse. A declaração, vista como uma tentativa de culpar familiares de pessoas que tentaram ou cometeram suicídio, gerou protestos nas redes e de especialistas no assunto.
Além disso, afirmou que ela não poderia ser prefeita porque não é casada e nem tem filhos.
A candidata ainda levantou outro tema espinhoso quando resgatou o caso do boletim de ocorrência feito pela esposa de Ricardo Nunes (MDB) contra o prefeito por agressão. Ele havia negado o BO em sabatina do UOL, mas a polícia confirmou sua existência. No debate da Band, mais ensaiado, Nunes disse que nunca levantou um dedo contra a esposa e pediu respeito às mulheres. Tabata, com isso, compartilhou o documento em suas redes sociais.


