A nova proposta foi apresentanda durante a rodada de negociações realizada na quinta-feira (15) em Doha, no Catar, com a presença de representantes de Israel e dos mediadores do conflito — EUA, Egito e Catar. O Hamas não quis participar.
Em comunicado comum, os participantes das conversas afirmaram que a proposta de Washington “resolve as lacunas restantes” nas negociações e permite um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza.
“As conversas foram construtivas (…). Os EUA, com apoio do Egito e do Catar, apresentaram a ambas as partes uma proposta edificante que é “consistente com os princípios estabelecidos pelo presidente Joe Biden em 31 de maio (durante outra rodada de negociações) e resolve lacunas que permaneceram”.
Já um alto comandante do Hamas disse à agência de notícias Reuters que a proposta dos EUA não cumpre pontos combinados no último encontro, em 2 de julho. O integrante do grupo terrorista não especificou os pontos que, segundo ele, não foram cobertos.
As conversas foram concluídas nesta sexta-feira, e Israel levará a proposta de Washington para ser analisada. O texto também será entregue ao Hamas.
O governo de Israel elogiou “os esforços dos Estados Unidos e dos mediadores” e disse esperar que os negociadores “convençam o Hamas a aceitar a devolução dos reféns”.
A proposta original prevê um cessar-fogo imediato e permanente por parte de Israel que leve ao fim gradual da guerra na Faixa de Gaza. Em troca, o Hamas devolveria os 111 reféns que, segundo Israel, ainda estão sob poder do grupo.
A Casa Branca está otimista, e, na quinta-feira (15), disse que as negociações de paz tiveram “um início promissor” Nesta sexta, o Departamento de Estado anunciou que o secretário da pasta, Antony Blinken, se encontrará na segunda-feira (19) com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Kirby falou que alguns temas ainda são obstáculos para o acordo e os enumerou:
“Os obstáculos que ainda persistem podem ser superados para concluir este processo. Precisamos da libertação dos reféns, de ajuda aos palestinos em Gaza, de segurança para Israel e de menos tensões na região. Exigimos que isso aconteça o mais rápido possível”.
As conversas começaram nesta manhã e devem se estender pelo fim de semana. Representantes de Israel, dos Estados Unidos e do Egito e do Catar, que mediam as conversas, voltaram a se reunir em Doha para tentar destravar a trégua, que vem sendo debatida há meses, mas não avança por falta de consenso entre as partes.
A proposta é que Israel deixe de bombardear Gaza de forma permanente, encaminhando a região para um fim gradual da guerra. Em troca, o Hamas devolve os reféns ainda sob poder do grupo e se compromete a não exercer novos ataques.
O Hamas, o Irã e diversos países do Oriente Médio culpam Israel, que não confirmou nem negou autoria no assassinato.


