Uma solução desenvolvida pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) para identificar vulnerabilidades e prevenir riscos à segurança de pessoas e instalações está entre as três finalistas do Prêmio CNMP 2026 na categoria Governança, Transparência e Controle Interno.
O Sistema Integrado de Análise e Prevenção em Segurança Institucional (Sinapsi) concorre com iniciativas dos Ministérios Públicos da Bahia (MPBA) e de Mato Grosso do Sul (MPMS). O resultado será anunciado no dia 11 de novembro, durante cerimônia na sede do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), em Brasília.
Antes mesmo de chegar à final, a metodologia desenvolvida no Tocantins já havia despertado o interesse de outras instituições pelo potencial de replicação. A tecnologia foi cedida para utilização pelo Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) e pelos Ministérios Públicos de Goiás (MPGO) e de Minas Gerais (MPMG). O Ministério Público da Paraíba também solicitou o compartilhamento das matrizes de risco.
Para o procurador-geral de Justiça, Abel Andrade Leal Júnior, o reconhecimento nacional demonstra a capacidade do MPTO de desenvolver soluções próprias para desafios concretos da instituição.
“Chegar à final de um prêmio nacional com uma solução criada dentro do próprio MPTO é motivo de orgulho, mas o fato de essa tecnologia já estar sendo compartilhada com outras instituições mostra algo ainda maior: estamos produzindo inovação capaz de gerar resultados concretos e contribuir com outras organizações públicas”, destaca.
“É conhecimento desenvolvido no Tocantins que ganha alcance nacional, fortalecendo a segurança institucional e, consequentemente, a atuação do Ministério Público”, complementa o PGJ.
Da avaliação manual à inteligência de dados
Desenvolvido pelo Ministério Público do Tocantins por meio do Núcleo de Inteligência e Segurança (NIS), o Sinapsi reduz a subjetividade das análises de risco e substitui avaliações predominantemente manuais por uma metodologia estruturada que organiza e cruza informações para identificar vulnerabilidades, calcular níveis de risco e orientar medidas preventivas.
O projeto faz parte dos investimentos da atual gestão do MPTO em inovação, tecnologia e segurança institucional. A estratégia busca modernizar e tornar mais eficientes os processos internos, ampliar o suporte à atuação de membros e servidores, qualificar a gestão e fortalecer as condições necessárias ao cumprimento da missão institucional do MPTO.
O Sinapsi foi idealizado pelo analista do NIS Huan Carlos Borges Tavares, sob a coordenação do promotor de Justiça Rodrigo Alves Barcellos, coordenador do Núcleo de Inteligência e Segurança, o Sinapsi tem outro diferencial que é o aproveitamento da infraestrutura tecnológica já disponível na instituição. A solução utiliza recursos do Google Workspace e do Looker Studio já adotados pela instituição, o que permitiu seu desenvolvimento sem novos custos de licenciamento.
O projeto também conta com a participação das assessoras jurídicas Paula Cristina de Moura Silva e Ligia Sumaya Carvalho Ferreira Trindade que atuam na aplicação e no aprimoramento contínuo da metodologia.
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